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quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

MOTOQUEIRO FANTASMA

‘O silêncio era ouvido por toda cidade, a neblina ofuscava a luz do luar,
O vento soprava lentamente, mas de repente ouviram-se gritos pelo ar.
Era um barulho ensurdecedor lá no meio da escuridão,
Era o ronco de um motor em disparada, ao som de uma canção pela estrada’.


Sou um motoqueiro fantasma, correndo a mais de 120 pelas ruas da cidade,
O meu pai é o asfalto, meus amigos são as marcas de borracha no chão.
Minha força vem da escuridão, para os meus ossos quebrados, cicatrizados com gasolina,
Faço manobras arriscadas, nas curvas perigosas, só pra ver o choro da menina.

Motoqueiro fantasma correndo pelas estradas,
Motoqueiro fantasma em meio à escuridão!...

Correndo a 120!...

Quando puxo no acelerador, meu coração bate depressa, é pura adrenalina no ar,
Sinto uma explosão dentro de mim, como um ronco de um motor, uma bomba nuclear.
O sangue que corre em minhas veias, um dia já escorreu nos corredores do hospital,
Entre a vida e a morte, ao meu lado estavam por sorte, os deuses do metal!...

Eu e minha moto!

Motoqueiro fantasma o correndo pelas estradas,
Motoqueiro fantasma em meio à escuridão!...

Sou um motoqueiro fantasma, correndo a mais de 120 pelas ruas da cidade...

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